Infelizmente, em agosto de 2026, ocorreu um grave acidente envolvendo uma veterinária e um cachorro do Serviço de Cinotecnia do Senado Federal.
Entenda o que aconteceu, quem são os envolvidos, as medidas tomadas e o que pode ser feito em casos semelhantes.
Veterinária atacada por cachorro senado
Algumas informações estão sob sigilo, para respeitar a privacidade da vítima e sua família, mas o que sabemos é que a veterinária atacada por um cachorro do Senado era Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos.
Vitória era servidora terceirizada do Senado, tendo estagiado anteriormente no local antes de sua contratação. Formada em biologia e, posteriormente, em medicina veterinária, ela pertencia a uma família de veterinários.
Segundo amigos, Vitória era próxima do animal, tirava fotos com ele, tendo uma amizade com o cão.
O que aconteceu com a veterinária atacada no Senado?
Vitória Valle de Oliveira Pinha foi atacada no dia 18 de agosto de 2026, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, por um Pastor-belga enquanto alimentava o cão.
A veterinária, que exercia a função de tratadora de animais, sofreu uma mordida no pescoço e ficou alguns minutos deitada sozinha com o cão até ser encontrada por um policial em serviço.
O funcionário realizou os primeiros socorros, acionou o SAMU, que realizou o socorro e levou Vitória para o Hospital de Base, onde a equipe de trauma assumiu os cuidados.
Morre veterinária do Senado?
A morte de Vitória Valle de Oliveira Pinha foi anunciada em 22 de agosto de 2026. A médica veterinária sofreu grave perda de sangue e parada respiratória devido à mordida e encontrava-se internada em estado grave.
No dia seguinte, a Polícia Federal informou a abertura de um inquérito para apuração do acidente. O caso está em apuração pela 5ª Delegacia como acidente de trabalho.
Pastor belga que matou veterinária?
O cão que mordeu a veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha era um Pastor-belga que pertencia ao Serviço de Cinotecnia do Senado.
Conforme o órgão, o Serviço de Cinotecnia treina cães para auxílio em atividades policiais, como: patrulha, policiamento, detecção de substâncias, intervenção de distúrbios e demais ações correlatas à Polícia Legislativa.
Segundo nota oficial do Senado, após o incidente, o cão foi afastado das atividades operacionais, passou por exames e está sob acompanhamento.
Cachorro Pastor-belga é perigoso?
Não, o Pastor-belga não é uma raça “perigosa”, na verdade, é um cão de trabalho altamente inteligente, leal e com um forte instinto de proteção. O que define se ele representará um risco ou não é, quase sempre, a criação e o manejo.
O Pastor-belga (especialmente o Malinois) foi criado para tarefas intensas como pastoreio e trabalho policial, exigindo muito exercício físico e estímulo mental diariamente.
Quando entediado ou sem gastar energia, esse instinto pode se voltar para comportamentos indesejados, como mordiscar e “pastorear” crianças, ou até se tornar destrutivo.
Além disso, a raça tem uma natural desconfiança com estranhos e um instinto territorial muito forte. Sem uma socialização adequada, essa cautela pode se transformar em reatividade por medo.
Saiba mais sobre a raça em: “Pastor Belga Malinois: a raça que conquista de polícias a famílias”.
Lei de ataque de cães
No Brasil, a responsabilidade do tutor por danos causados por seu cão é objetiva, ou seja, independe de culpa.
O artigo 936 do Código Civil determina que o dono do animal responde pelos danos que este causar, salvo se comprovar força maior ou culpa exclusiva da vítima.
Na prática, os tribunais têm condenado tutores a indenizar vítimas por danos materiais e morais quando ficou comprovada a falha na guarda ou no controle do animal.
Além disso, manter cães soltos ou sem os equipamentos de contenção exigidos em legislações municipais (como guia e focinheira para raças de grande porte) pode gerar responsabilização civil e até criminal, dependendo da gravidade.
Como faço para denunciar ataque de cachorros?
- Risco iminente ou ataque em andamento: ligue imediatamente para a Polícia Militar (190) ou para a Guarda Civil Municipal (153) da sua cidade. Esses órgãos podem conter o animal e prestar socorro;
- Tutor identificado e agressão já ocorrida: registre um Boletim de Ocorrência (BO) na Polícia Civil, presencialmente ou pela delegacia eletrônica do seu estado. O BO é essencial para investigação e responsabilização;
- Denúncia anônima: utilize o Disque Denúncia (181) ou a plataforma Web Denúncia do seu estado;
- Questões sanitárias ou de zoonoses: acione o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou a Vigilância Sanitária municipal, que podem recolher o animal e acompanhar a situação.
Em qualquer caso, busque atendimento médico se houver ferimentos e guarde registros (fotos, testemunhas, número do protocolo) para instruir a denúncia.
Acompanhe nosso blog para mais conteúdos.
Fontes:
Veterinária atacada por cachorro do Senado passa por cirurgia | G1
Morre veterinária atacada por cachorro no canil do Senado Federal | Agência Brasil
Polícia abre inquérito para investigar morte de veterinária atacada por cão do Senado em Brasília